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Este blog tem como objetivo, ser um complemento para alunos do ensino médio, no que refere as Ciência Humanas.


05/03/2013

CORRETES DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO - Escolas geográficas (Quadro síntese) )

Tabela 01


Escolas geográficas:
Tipos de argumentos utilizados pelos Estados-nações na legitimação de seus interesses geopolíticos nos séculos XIX  e no século XX com o auxilio das escolas geográficas.

Determinismo ambiental:

Serviu para legitimar a política expansionista Bismarckiana na Alemanha e depois serviu para legitimar a política expansionista do nazismo na 2ª Guerra Mundial



Possibilismo:          

Serviu para (embora se utilizando do discurso de neutralidade científica (como crítica ao determinismo alemão e a política expansionista de Bismarck), essa escola geográfica atendia aos interesses da França ao contrapor a política expansionista bismarckiana ao) efetivar a política colonialista francesa do final do século XIX, ao instalar colônias francesas tanto na África quanto na Ásia.

Método regional:    
   

Serviu para legitimar a manutenção das colônias europeias na África e na Ásia do final do século XIX e início do século XX.





Quantitativa ou Teorética

Serviu para legitimar a apropriação dos recursos naturais dos países subdesenvolvidos no início da segunda metade do século XX, quando a situação de pobreza e miséria existente nos países subdesenvolvidos era vista como um estágio  a ser superado a partir da adoção de políticas de industrialização. Nesse caso, o estado capitalista (países ricos) bancaria o progresso dos países pobres, com a instalando suas indústrias e criando emprego para as populações pobres desses países e consequentemente o promoveria o desenvolvimento econômico nesses países pobres. Mas como se sabe, o lucro dessas indústrias não ficam nos países pobres, são transferidas para os países de origem dessas indústria.

Crítica:



Escolas geográficas:   
Base metodológica:    
Como encaravam  o subdesenvolvimento
Determinismo ambiental:
Positivismo
Como resultado dos condicionantes naturais.                                                                                            
Possibilismo:          
Positivismo
Superável após o contato com o gênero de vida das civilizações europeias (desenvolvidas).
Método regional:      
Positivismo
A divisão do espaço em regiões favorecem o planejamento, mas se qualquer finalidade de redução das desigualdades sociais.
Quantitativa ou Teorética
Neo-positivismo.
Superável. É um estágio necessário para se chegar ao desenvolvimento que passa pela industrialização.
Crítica:
Materialismo histórico e a dialética marxista.
Desmascara as outras escolas geográficas ao demonstrar que o papel dessas escolas é o de legitimar os interesses econômicos das classes dominantes.


Escolas geográficas:
Principais características




Determinismo ambiental:

Para os deterministas, o espaço geográfico estruturou-se a partir das relações que si dão entre o homem e a natureza, comanda- das pela ultima. Isto é, as características intrínsecas do meio natural são responsáveis pelos diferentes formas e níveis de organização das sociedades.

Dessa forma, as condições naturais determinam o comporta- mento do homem, interferindo na sua capacidade de progredir.  



Possibilismo:          

Para os possibilistas, o espaço geográfico estruturou-se a partir das relações que si dão entre o homem e a natureza, só que é a natureza que sofre a ação do homem. Nessa perspectiva a natureza é considerada como fornecedora de possibilidade para se quiser o homem poderá modificá-la a seu favor.


Método regional:      

Muito parecida com as ideias de La Blache em seu espaço vital, contudo no Método Regional de Richard Hartshorne (Estudos das diferenciações das áreas) os espaços eram divididos em classes de área, nas quais os elementos mais homogêneos determinariam cada classe, e assim as descontinuidades destes trariam as divisões das áreas. Focalizando assim o estudo de áreas e atribuindo à diferenciação como objeto de geografia.





Quantitativa ou Teorética

Utilizou-se da situação de po-breza e miséria existente nos países subdesenvolvidos  para legitimar o expansionismo das industrias Norte-americanas e europeias no mundo subdesen-volvido, quando afirmava que a pobreza e o subdesenvolvi- mento era um estágio superável a partir de adoção de políticas de plane-jamento do espaço a partir do uso de estudos com base em métodos matemático-estatísticos, que ao serem analisados serviriam  para orientar a ações do homem sobre a natureza, em regiões (países) que fossem economicamente viável para o estado capitalista.    


Crítica:
o espaço geográfico é visto como a própria sociedade (espacializada), fruto da reprodução do modo capitalista de produção.Critica o empirismo exacerbado da Geografia Tradicional e todas as outras decorrências da fundamentação positivista, o apego as velhas teorias, e criticava ainda, dentre muitas coisas colocadas pelas correntes anteriores, a despolitização ideológica do discurso geográfico, que afastava do âmbito dessa disciplina a discussão das questões sociais. Luta pela conscientização da população e defesa do saber como instrumento de mudança da realidade das classes menos favorecidas.

4 comentários:

  1. PARABÉNS PELO BLOG SÃO CONTEÚDOS QUE REALMENTE VEM DE ENCONTRO COM ENSINO PROPOSTO PELOS PCNs. ME AJUDOU E MUITO. E O MELHOR QUE PODEMOS COPIAR, PORQUE TEM ALGUNS SITE QUE POSTAM COM RESTRIÇÕES E NÃO AJUDAM MUITO. EXCELENTE!! AMEI!

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  2. Muito bom o blog, me ajudou muito no meu estudo de prova, só falta algumas atualizações de conteúdo e estará perfeito

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  3. Sobre as três escolas de geografia atuais, apontando suas inovações e retomadas especialmente na maneira de conceber o objeto de estudo?

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