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Este blog tinha como objetivo, apenas de ser um complemento para alunos do ensino médio, no que refere as Ciência Humanas AGORA também estaremos postando aulas com assuntos das Ciências Natureza (Biologia, Química e Física).


23/11/2012

SISTEMA CAPITALISMO: ORIGEM E FORMAÇÃO = O capitalismo comercial


Objetivos da Aula:
- Reconhecer o período histórico conhecido como Idade Moderna como o momento embrionário e de desenvolvimento do sistema capitalista tendo o comercio e posteriormente a atividade industrial como principal fonte de riqueza como base política econômica e social na organização da sociedade europeia entre os séculos XV e XVII
Conhecer os acontecimentos que antecederam a formação do sistema capitalista e suas principalmente as suas consequências  estruturais no campo ideológicas como no cultural, políticas e econômicas que  de certa forma engendraram o atual sistema capitalista na sociedade europeia do final do século XV e inicio do século XVI.
Identificar as relações de poder que permearam a transição  do sistema feudal para o sistema capitalista, quanto aos  seus conflitos ideológicos tanto no campo cultural, político e econômico e seus atores.

Perguntas:
- Será que a forma como o homem tem se relacionado com a natureza foi sempre a mesma e com a mesma intensidade ao longo da história?

Agora você imagina: Como era que o homem na idade pré-histórica se relacionava com a natureza? E como era na idade Media?

De certo, essa relação era pouco intensa e o espaço natural foi pouco modificado.

Agora vamos refletir! Como é feito essa relação hoje?

É claro que ele é bem mais intensa!
Observamos que o ritmo dessa relação acelerou-se a partir da idade Moderna, e que ela iniciou-se na Europa.

Mas por que na Europa e na Idade Moderna?
Nesse período a Europa passava por profundas reformas estruturais não só ideológicas como culturais, políticas e econômicas.

IMPORTANTE:
Essas transformações se concretizavam:
Na esfera política:
- na formação dos Estados Nacionais;
Na esfera econômica:
- na realização das grandes navegações e na implantação do mercantilismo;
Na esfera religiosa e cultural:
- no movimento do Iluminismo, na reforma e contra reforma religiosa;
Todos estes movimentos, de certa forma estava relacionados e influenciaram ou foram influenciados pelo surgimento de um novo modelo político socioeconômico, que na época ficou conhecido por capitalismo.

POR QUÊ?
A sociedade feudal vinha passando por um conjunto de reformas lentas mais pontuais. Uma delas era a expansão do comércio com a implantação do modo de produção da manufatura, que vinha acelerando o processo de produção e acabou provocando uma serie de mudanças significativas nas relações sociais que caracterizavam o mundo feudal. 
EXEMPLIFICANDO:  

Em busca de trabalho, e eram contratados pelos burgueses para trabalhar em oficinas em troca de um salário, passando assim, a ser proletários e não mais servos.

Assim a partir da expansão do comércio e com o incremento do modo de produção da manufatura a sociedade européia desenvolveu uma nova relação de trabalho, diferente da relação servil de até então: que foi a relação assalariada.

Contextualizando:
Dos séculos XI ao Século XV, houve um desenvolvimento do comércio e das cidades, bem como o acentuado crescimento demográfico, que estimulou a busca de novos produtos capazes de incrementar a atividade comercial (ouro, prata, açúcar, tabaco, algodão,certos tipos de madeira,frutos diversos, etc.) e isso ataria mais camponeses para as cidades.

Além da busca de novas áreas a serem incorporadas ao raio de ação dos comerciantes europeus. O que acabou levando a organização das grandes navegações. É essa a origem da expansão marítimo-comercial da Europa e da colonização do continente americano, que estão ligados intimamente ao contexto histórico do surgimento do capitalismo.

RELEMBRANDO:
A sociedade feudal era dividida em duas principais classes, a saber:
Servos – camponeses, que trabalhavam em troca de proteção e do uso em proveito próprio de uma porção de terras do feudo.
Senhores feudais – a classe dominante, proprietários dos feudos;
Essas duas classes estabeleceram durante 10 séculos uma relação servil, isto é, uma relação de trabalho que existia na sociedade feudal – lembrar das várias obrigações que os servos tinham para com o senhor dono das terras (feudo).

Concluindo:
Nessa nova sociedade foi-se desenhando novas relações de poder, protagonizadas por novos atores.

Quais atores:
- o aparecimento da relação assalariada;
- a concentração de uma grande massa de desempregados nas cidades (causada pelo excesso de fuga de servos e pelo elevado crescimento demográfico), que seriam utilizados, como operários pela indústria nascente a partir de meados do século XVII;
- e de um seleto grupo de comerciantes que tiveram um grande enriquecimento com o desenvolvimento do comércio e das cidades além da intensificação do comércio ultramarino . Eles puderam investir na produção de novas máquinas que iam sendo inventadas ou aperfeiçoadas, ocasionando a transformação da manufatura mais a frente em indústria.

Surgir duas novas principais classe:

Burguesia –composta de capitalista, dono do meio de produção, ou empresas (fabricas, bancos, empresas de transportes, fazendas, etc.);

Proletariados – constituídos por aqueles que não possuem mios de produção e têm de trabalhar para os que os possuem, em troca de um salário.

OBS:. Que implantaram uma nova relação de poder na gestão do gerenciamento do espaço geográfico:

Quais relações de poder:
Contextualizando:
- A chegada dos portugueses à América faz parte do contexto histórico que se inicia com a expansão comercial de alguns países europeus.

O desenvolvimento do comércio colonial significou o comercio em larga escala, realizado entre metrópole (EUROPA) e as colônias da América, Ásia e a África, interligados por um rígido PACTO COLÔNIAL, que sempre beneficio a metrópole.

Essa nova relação comercial, agora ultramarina e intercontinental, passou a estabelecer a 1ª Divisão Internacional do Trabalho. Assim caracterizada:

- a Europa fornecia produtos acabados aos demais continentes (manufaturados);
- a América e a Ásia forneciam matéria-prima, produtos e outros metais preciosos à Europa;
- a África, além de fornecer algumas matérias-primas, também era fonte de mão-de-obra escrava para outras colônias.

IMPORTANTE:
As relações comerciais definem a acumulação de capital por parte da burguesia e das nações. O exclusivismo comercial entre metrópole e colônia permite, através da exploração dessa, a acumulação de metais preciosos e riquezas na primeira. A classe de comerciantes que constitui a burguesia nascente também realiza sua acumulação de capital através da intermediação entre a produção dos artesãos e manufaturas e o mercado consumidor em expansão.
OBSERVAÇÃO:
- Do séculos XII e XIII ao XVIII, o capitalismo conheceu a fase comercial ou mercantil, ao longo da qual o pólo principal de acumulação de capital não foi o produtivo, mas o circulador de mercadorias. Neste período, ocorre a acumulação primitiva de capital que, calcada em formas de produção ainda pré-capitalistas, antecedeu e propiciou a plena implantação do capitalismo como modo de produção. Nesta etapa, a burguesia, além de destruir e criar sucessivos regimes de produção, também navegou pelos oceanos em busca de metais preciosos e de gêneros comercializáveis na Europa, quando da expansão ultramarina moderna. Para apoiar os esforços dos comerciantes, os estados absolutistas europeus adotaram uma política econômica mercantilista, cujos elementos definidores são:

- PROTECIONISMO — os governos barravam a entrada de gêneros estrangeiros, por meio de alta tributação ou proibição explicita, isentando, simultaneamente, de impostos os produtos nacionais enviados aos mercados externos, que assim passavam a ter preços competitivos. O slogan do mercantilismo era “vender sempre, comprar nunca ou quase nunca”;
- BALANÇA DE COMÉRCIO FAVORÁVEL—o interesse dos estados nacionais e de suas burguesias era obter um superávit financeiro nas suas trocas com os demais países, o que implicava a aceleração da acumulação de capital. Dessa maneira, as burguesias ficavam mais ricas e os governos mais poderosos;


- METALISMO—os metais preciosos tornaram-se padrões de medida da acumulação de capital e a quantidade de metais amoedáveis tornou-se o símbolo da riqueza nacional.
No século XVIII, fruto das transformações econômicas e sociais ocasionadas pelo capital mercantil, o capitalismo, particularmente o britânico, entrou na fase industrial, marcada pela produção levada a efeito por máquinas. O extraordinário crescimento econômico do período, calcado no sacrifício da classe operária, obrigada a longas horas de trabalho e a verter o sangue e o suor de suas mulheres e crianças, alterou o mundo. Os mercados, agora, são globais e isto leva à independência política dos países americanos. A economia, as idéias liberais e as instituições políticas européias começavam a se mundializar.
Na prática esse sistema fez:
Que a existência e manutenção das classes burguesia (capitalista) fosse sustentada a partir da existência da classe proletária, ou seja, uma é parte da outra. Onde na sua essência, essa nova organização social, reside na desigualdade socioeconômica entre as pessoas.
REFLEXÃO
Nessa perspectiva o espaço é movido pelas contradições presentes e por um processo dialético.

Por exemplo: a existência e manutenção dos países ricos é sustentada a partir da existência dos países pobres, um é parte do outro, em um processo que se forma através do tempo em um materialismo histórico que se constitui pelos processos sociais que se relacionam pela produção e reprodução da base material da vida até os dias de hoje.
E o que seria a base material da vida? Alimentos, moradia, laser, etc..

Nessa análise do espaço geográfico os geógrafos se empenharam na tarefa de elaborar de um método para analisar as contradições sociais no espaço levando ao entendimento deste mecanismo (desigualdade socioeconômica entre as pessoas) o materialismo histórico juntamente com o método dialético.
Na teoria da dialética espacial as relações espaciais são vistas como refletindo as relações sociais; se, nas relações sociais,algumas pessoas trabalhar para sustentar as outras, então no espaço as pessoas da periferia trabalham para sustentar as pessoas dos centros metropolitanos, inevitavelmente estabelecendo contradições e conflitos espaciais. Assim na descrição obvia do espaço em centro (pais rico) e periferia (país pobre) é rapidamente ultrapassada a fim de se atingi-se a análise mais complexa das relações espaciais. Isto é a existência e manutenção dos países ricos é sustentada a partir da existência dos países pobres, um é parte do outro. A questão agora é não só saber que o espaço produzido é desigual, mas compreender que a sua essência produz essa desigualdade.

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